O design é mais do que criação ou comunicação.
A Responsabilidade Social no Design é mais do que o produto final, é também o impacto que o mesmo pode ter na sociedade. O seu propósito é resolver problemas concretos, não apenas produzir resultados esteticamente agradáveis ou meramente funcionais para o mercado.
Ser designer, é reconhecer que cada decisão, visual, técnica ou conceptual, influencia o modo como as pessoas percebem e interagem com o mundo. Nesse sentido, o designer é um agente ético, e não apenas criativo. Ser designer é ser consciente, é assumir a responsabilidade por aquilo que se coloca no espaço público. Fazê-lo de forma ética é o que distingue o design que apenas cria, do design que também contribui para uma sociedade mais consciente, justa e informada.
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Intenção ou interesse
Um ato de escolha é fundamental no design. O propósito do design é servir a sociedade, e não apenas promover marcas. O design vive entre dois mundos o do mercado e o da sociedade. Em cada projeto há uma escolha entre servir interesses económicos ou responder a necessidades humanas. Projetar não deve ser um ato de obediência ao lucro, mas compromisso com o bem comum. Cabe ao designer decidir qual destes caminhos quer seguir.
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Falar ≠ Saber falar
O Design tem responsabilidade sobre o discurso público, tem de haver a consciência e responsabilidade de promover com clareza, inclusão e empatia. A comunicação não deve manipular nem excluir, mas informar, representar e aproximar. O design deve tornar o mundo mais compreensível e acessível, não mais confuso ou desigual. Um designer ético fala com verdade, escuta e observa antes de comunicar, e reconhece o impacto das mensagens que coloca no espaço público.
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Não pode ser só uma fonte bonita.
O Design não é só estética, é pensamento, escolha e consequência. Cada decisão visual carrega um valor, uma mensagem e um impacto. Projetar é assumir o poder de moldar percepções, é usar esse poder com consciência. O design deve ser apreciado também por ser justo, consciente e necessário.
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Não te estás a esquecer de ninguém?
O design deve ser sempre inclusivo e acessível a toda a gente, deve abranger soluções criativas que atendam às necessidades, esta acessibilidade não é só obrigação é também um compromisso ético. O designer ao desenvolver produtos inclusivos com características específicas para certas pessoas, com um certo problema, está a aplicar o design social para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas.
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Antes de ti, o mundo.
Os designers têm a responsabilidade de criar produtos que não prejudicam o meio ambiente. Como agentes de mudança, os designers podem influenciar a produção e o consumo sustentáveis. Cada produto, serviço ou comunicação gera um impacto ambiental, seja no uso de recursos naturais ou na produção de resíduos. Um designer deve considerar esses aspectos e criar alternativas sustentáveis. Reduzir danos ambientais é um ato de responsabilidade social.
Ser designer é ser um agente ético. Ser designer é ser consciente, é assumir a responsabilidade por aquilo que se coloca no espaço público. A responsabilidade social no design manifesta-se em cada um destes pontos, que interligados constroem uma prática mais humana, consciente e comprometida com o bem comum.
O manifesto defende um design que questiona, escuta e age. Um design que não é apenas solução visual, mas transformação social.