Uso abrasivo do design na política

O conceito de design é por definição algo que cria e que melhora, acabamos assim por nos aperceber que designers são pessoas de grande influência na sociedade e mesmo que sejam apagados na história do produto, acabamos por sempre ver à nossa volta a presença constante de design. Tendo isto em conta, será que há casos em que a melhora não acontece? Em que design é usado para destruição?

O uso do design que mais influencia e que vem a ter mais impacto de como vemos os líderes do nosso país e a forma de como este é governado, é o design de propaganda política, este ajuda à partilha de ideias muitas vezes datadas e prejudiciais para o país no futuro, temos como grande exemplo cartazes de propaganda do chega ou propaganda de qualquer ditador. Esta ideia de propaganda vem muitas vezes com manipulação de opiniões através de imagem na política em que usando informação falsa ou omitindo certos factos dentro da propaganda é possível denegrir a importância de certas legislações ou realçar qualidades inexistentes nestes partidos políticos. Claro que esta manipulação acaba por também glorificar ou reduzir a importância de qualquer tipo de indivíduo poder como por exemplo nas eleições dos Estados Unidos em que passou a ser prática comum denegrir o oponente.

Este tipo de design e maneira de controlar as visões das pessoas com falsas esperanças e falsas informações é um perigo para a maneira como vemos os governos e as pessoas que estão “superiores” na hierarquia social. Estes tipos de problemas devem ser corrigidos com medidas de proteção sobre as comunidades em que estes se impõem.

 

  • Parar design ofensivo

    Devemos parar a propaganda que se impõe através na minimização das dificuldades de minorias e comunidades que sofrem com discriminação.

  • Glorificar ou reduzir a importância de poder político

    Pessoas de poder não podem de qualquer maneira denegrir outras pessoas nos seus meios de propagação de informação sobre a sua campanha nem glorificar outras pessoas de caracter político.

  • Parar com o uso de design que magoe a população

    Não usar o que é esteticamente agradável para propagação de mensagens enganadoras e que ferem comunidades. Deve haver controlo sobre os meios de informação que estas pessoas de poder têm para que possa haver o mínimo de propagação de informação não verídica.

  • Deixar de normalizar corrupção

    Em vez de simplesmente esperar que algo de corrupto aconteça com pessoas em posição de poder devemos começar a criar uma cultura de pensamento crítico.

  • Deixar o bombardeamento de propaganda para trás

    Parar com a necessidade de criar demasiados meios de propaganda que acabe por ser invasivo nas vidas do cidadão comum.

Podemos concluir que estes pontos que precisamos melhorar são algo que precisamos ir a fundo e ir à raiz do problema, o pensamento crítico, necessitamos de pessoas que não olham para o lado quando atos de corrupção e de malefício acontecem e para isto acontecer as pessoas devem tentar se manter informadas e incentivadas para que isto aconteça mas, acima de tudo, os designers que aceitam propaganda política que passem a compreender realmente o dano ou o benefício que causam, que seja normalizado a rejeição de criar algo que magoa pessoas e que realmente compreendam os que acidentalmente apoiam.

Caldas da Rainha, 29 Dezembro 2023
  • Autores

  • Ana Pereira
  • Hugo Oliveira