Este manifesto é para nós, quase designers, que já se sentiram impotentes perante palavras e opiniões alheias e pela pressão do “Rápido e Barato”.
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Criatividade pessoal e Briefing Detalhado
É difícil ser um criativo e seguir as regras, estar presos dentro daquela pequena caixa quando toda a nossa vida tentamos ter ideias inovadoras que talvez fossem mudar o mundo, um Briefing não só corta as assas ao criativo como não deixa encontrar o nosso eu na arte, devemos começar a deixar um pouco mais do nosso “eu” em cada trabalho que fazemos, trazendo assim uma autenticidade única para cada um deles.
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Deadlines
Uma grande parte dos trabalhos que nos são apresentados parecem vir da ideia do “fast design”, onde tudo e mais alguma coisa tem de ser feito para antes de ontem, o criativo não tem tempo de criar nem de pensar, não deveriam existir deadlines para a criatividade, esta devia ser abordada como um processo onde todas as partes interessadas ajudam o criativo a chegar a algo que seja digno de ser chamado design.
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Opiniões de quem sabe (ou não)
Às vezes uma boa ideia não tem de ser reconhecida por quem sabe, no entanto deixamos que um simples “Acho que não funciona” corte toda aquela ideia do nosso trabalho, sendo que as vezes era aquela ideia que poderia consolidá-lo, porque nem sempre quem sabe, sabe, por isso sempre que levarmos um não como resposta, vamos transformá-lo num sim, sejam criativos, e não tenham medo de o ser.
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Inteligência artificial
Num mundo onde o “fast design” está no seu auge, a Inteligência Artificial é um inimigo direto dos designers e criativos, estes que estão a ser enganados com o dizer que “é só mais uma ferramenta”, não, não é só mais uma ferramenta, a IA se lhe dermos oportunidade esta é capaz de roubar dos artistas, por isso vamos utilizá-la a nosso favor e o menos possível, nós recusámo-nos a ser substituídos por máquinas na área que nos é mais antiga, este é um insulto à nossa humanidade, a criatividade pertence aos seres vivos, não a maquinas.
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Design não é um trabalho
Se design não fosse um trabalho não existiria nada no mundo, tudo advém deste, pessoas desinformadas que nos dizem “estudas design! Queres ficar desempregado?” um bando de hipócritas que falam do nosso trabalho enquanto utilizam roupas feitas por designers, têm telemóveis desenhados por designers, sentam-se em cadeiras desenhadas por designers o texto poderia ser infinito, mas com isto conseguimos entender o quão desinformadas as pessoas estão sobre o nosso trabalho, vamos começar a educar estas sobre o realmente significa ser designer e criativo, mostrando então que nós Quase Designers pertencemos a esta sociedade tanto quanto outra profissão.
Por isso a vida dos Quase Designer não está fácil, tantos obstáculos, tantas opiniões, muito de tudo, estamos sufocados e revoltados com o que o design tornou-se, devíamos parar e pensar em qual é realmente o nosso papel na sociedade e então, agir, este manifesto é um apelo sobre como nós Quase Designers temos todas as ferramentas para tornar o design em design novamente, afinal elas nunca nos faltaram pois somos nós que temos criatividade, por isso, vamos ser criativos hoje.