Queremos Pontes, Não Barreiras
Manifesto Contra o Design Hostil

Rejeitamos o design que exclui e hostiliza. Esta é uma chamada de atenção para a necessidade de assumir uma prática profissional mais centrada no ser humano e na sociedade.

Produtos, ambientes ou sistemas que de forma intencional sejam prejudiciais, inacessíveis ou desfavoráveis e que promovam a exclusão, seja ela física, emocional, social ou cognitiva… isso é design hostil.

  • Promoção da inclusão social

    Solicitamos uma abordagem no design que promova a igualdade, respeite a diversidade da nossa comunidade e rejeite práticas que contribuam para a exclusão de determinados grupos, pretendemos a criação de espaços urbanos que acolham e incluam todas as pessoas, independentemente da sua situação socioeconómica.

  • Participação da comunidade no processo de Design Urbano

    As comunidades locais devem ter voto nas decisões que afetam os seus espaços públicos e devem participar ativamente na criação de ambientes que atendam às necessidades de todos. Desta forma as comunidades afetadas pelo design hostil no processo de design urbano devem ter uma inclusão ativa no mesmo.

  • Design para a sensibilização

    Queremos aumentar a sensibilização sobre as implicações éticas e sociais do design hostil, incentivando uma mudança de mentalidade na sociedade e promovendo a aceitação de soluções mais inclusivas através de iniciativas educacionais.

  • Desenvolvimento de espaços públicos acolhedores

    Queremos que o design de espaços públicos promova um ambiente público acolhedor, em vez de criar barreiras que excluam certos grupos sociais e que incentive a interação social, o descanso e a segurança de todos os membros da comunidade.

  • Colaboração interdisciplinar no design urbano

    Achamos crucial ter uma abordagem interdisciplinar no desenvolvimento de ambientes urbanos, integrando conhecimentos de urbanismo, psicologia, sociologia e outras disciplinas com o objetivo de encontrar soluções mais compreensivas e abrangentes e que considerem os diversos aspetos do bem-estar humano e da coesão social.

Apelamos a uma prática profissional que construa pontes e não barreiras. Queremos também que incentive a diversidade, promova ambientes acessíveis, atenda às necessidades de todos e respeite os direitos e a dignidade de cada indivíduo.

#QUEREMOSPONTESNÃOBARREIRAS

Caldas da Rainha, 21 Novembro 2023
  • Autores

  • Ana Nogueira
  • Daniela Mendes