O que é inventivo no design de hoje? Seguimos todas as regras dadas nos que nos ensinam, o que é correto, mas com isto criamos o que considero um design repetitivo: nasce um designer gráfico, que reproduz o seu projeto recém-nascido, que quando apresentado em público podia ser confundido com qualquer outro bebé, como se não tivesse nenhum cromossoma de quem o produziu. Isto é um grande problema. Design está a perder amor; está a perder as cores. Andamos a aceitar projetos aborrecidos e sem carácter artístico. Claro que design tem que ser claro e direto, mas isso não significa falta de material artístico e exploração, e suporto as seguintes ideias a serem refletidas.
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LIBERTA-TE PARA CAPTAR
Mais criatividade e envolvimento pode levar a mais elementos que vão apoiar a passagem do que quer ser dito no produto alcançado.
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SENTE O PRAZER DE CADA TRAÇO
Quando o design é produzido com criatividade e entusiasmo, torna-se mais prazeroso a sua produção e o próprio produto final. Uma pessoa sente-se mais realizada quando orgulhosa de algo que queria, e a pessoa que visualiza sentirá exatamente o mesmo.
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A EXPERIÊNCIA DÁ CAPACIDADE
Ao explorar uma vertente criativa e única, existe uma grande possibilidade de o designer desenvolver novas competências, seja artisticamente ou pessoalmente, que irão dar impulso na sua credibilidade como um designer de confiança.
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O “CONTORNAR O DIFÍCIL”
A criatividade é a ferramenta de adaptação do designer perante o obstáculo. Tal como numa longa viagem de autocarro, onde um passageiro lamenta o tempo perdido enquanto o outro se deslumbra com a paisagem única, a realidade é idêntica para ambos, mas a mentalidade transforma o fardo em descoberta. O olhar criativo não altera o tempo, apenas adiciona maneiras de ultrapassar barreiras de forma que o artista as consiga dominar e adaptar.
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A TUA PEGADA IMPORTA
A criatividade reinventa o design. Tal como na história, fomos sempre motivados a descobrir novas vertentes, e isto não vem por milagre, mas sim pela curiosidade do que poderia ser diferente e se poderia resultar com o que já existe. É com este tipo de mentalidade que se consegue criar um objeto inovador, diferente e carimbado com o gosto pela arte do designer.
No final, o design não é apenas sobre resolver problemas; é sobre quem somos enquanto os resolvemos. Podemos escolher a segurança do preto e branco: o caminho morno da repetição, ou podemos escolher a cor: aceitar que o nosso trabalho deve ter ADN; entender que a clareza de uma mensagem não exige o sacrifício da alma artística.
Não entregues apenas um projeto. Entrega o teu cromossoma, o que é teu e apenas teu, sem medo, com garra e com amor a cores vivas.