Isto irá funcionar quase como um desabafo sobre o que vejo à minha volta, sobre o que me é transmitido quando converso com alguns colegas. Sinto que há uma preguiça de saber mais ou, talvez, um esperar pelo momento certo, para procurar essa informação que sentimos que nos falta. Devemos ter consciência daquilo que está no nosso controlo, e saber que tudo isto poderá afetar aquilo que é a nossa prática enquanto designers, por isso é que é tão importante apelar a que as águas sejam mexidas.
-
Nem tudo vem ter connosco.
Devemos ir em busca de abrir horizontes, procurar conhecimento, fazer trabalho de pesquisa, conhecer novos designers, novas perspetivas, ler livros, etc. Só assim se consegue evoluir, a não esperar que o conhecimento e aquilo que temos por aprender venha ter connosco.
-
Pôr-nos à prova a nível profissional.
É parte essencial do processo de evolução pôr-nos à prova, testar os nossos limites. Não é por sermos bons numa área que temos de ficar presos à mesma. Trabalhar e explorar novas ferramentas, novas técnicas pode ser o caminho, ou até trabalharmos com pessoas que não gostamos.
-
Não sucumbir às ideias alheias.
É bom e é preciso ser diferente. Obviamente é difícil sermos completamente originais, e é impossível não sermos influenciados pelo nosso círculo, porém não é por esse motivo que devemos sucumbir ao que é feito à nossa volta. Não é por estarmos a seguir um rumo diferente, do que seguem aqueles que nos rodeiam, que estamos a fazer mal ou pior.
-
O mais difícil é começar.
Fazer, fazer, fazer e algo surgirá. Pegar numa folha e rabiscar até sair algo é crucial. Quando se está a iniciar um projeto não é preciso haver todo um conceito e/ou analogia por trás. A ordem pode mudar e somos nós que comandamos isso. Não vamos sair do lugar se estivermos à espera de que a ideia venha ter connosco.
-
A boca é para falar.
Não existem perguntas burras. O que para os outros pode ser obvio, pode não ser para ti, e é importantíssimo que tudo fique claro quando se trabalha em equipa. Levanta questões, levanta debates, interrompe se necessário, só não deixes que fiquem questões por fazer.
No fundo, a ideia principal é essa: tentar não sucumbir à estagnação. Não queria que isto fosse algo motivacional, mas, sinceramente, se dessa forma funcionar convosco, entendam-no como tal.