O design, até há pouco tempo, foi uma ferramenta para ajudar visualmente a comunidade. Serviu, na revolução industrial, como um meio estético de potencializar um produto, de transmitir uma mensagem ou tornar o dia a dia da sociedade facilitado. Alguns exemplos destes casos são o surgimento dos jornais (na Alemanha), que otimizaram distribuição de informação ou os rótulos de produtos de supermercado, que eram desenhados para ajudar na navegação no espaço (exemplo: latas Campbell’s ou sabonetes Ivory da Procter & Gamble). Recentemente, o design tem-se tornado uma ferramenta global que controla as escolhas de pessoas, oferecendo produtos ou serviços cada vez mais sugestivos, principalmente com os meios digitais. A verdade é que o impacto global que o design tem pode ser usado positivamente, pudendo transmitir mais informações fidedignas para mais pessoas, não manipulando, mas ajudando nas suas decisões.
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Consciencialização do design
O design deve ser abordado por todos, não só designers, mas também o resto da sociedade, para que possa ser um tema mais conhecido por todos. Por mais que tenha bastantes informações e técnicas, as mais básicas como composições, grelhas, cores, etc… devem ser consideradas. Esta “base” de informação, para além de ensinamentos sobre design emocional (design visceral, comportamental ou reflexivo) deva ser também desenvolvido, já que passa mais despercebido.
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Interesses dos indivíduos primeiro
As empresas devem priorizar as necessidades das pessoas ao invés das do seu negócio. Muitas vezes empresas iniciam negócios com o objetivo de contribuir de alguma forma para a sociedade, mas acabam por ceder à ideia de tornar (ou à questão de como tornar) a empresa mais lucrativa, o que pode influenciar negativamente a comunidade.
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Diminuir o uso de aplicações gratuitas
“Se não pagas pelo produto, então és o produto” (dilema das redes sociais). Se serviços ou plataformas fossem taxados por um valor, mesmo que mínimo, os utilizadores não ficam demasiado prejudicados e a empresa lucra, o que faz com que não haja tanta necessidade de os afixar a esse serviço.
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Plataforma de divulgação
Criação de uma plataforma que não tire partido do algoritmo que cativa mais a comunidade a consumi-la. O objetivo dela é ser intuitiva e útil para todos: para que alguns divulguem os seus trabalhos, para inspirar outros e para projetar ideias, e outros possam “consumir” (ou ser inspirados por eles), sem haver tendência a ser vicioso.
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Design verdadeiro
O design deve ser sincero ao seu produto, não o representando como melhor. Numa sociedade que cada vez se sente menos satisfeita, um produto tende a ser mostrado cada vez melhor, o que gera uma tendência à necessidade de aperfeiçoamento de um produto, o que por vezes acontece apenas na campanha. Devemos incorporar lealdade na representação de um produto ou serviço, representá-lo pelas suas características e sermos fiéis a elas.
Desta forma, queremos tornar o design não só mais conhecido, mas que esse conhecimento possa contribuir de forma positiva para a sociedade. É importante que o design volte a ser uma ferramenta de expressão e/ou informação, e que não seja usada para intervir negativamente na comunidade.