Neste mundo em que vivemos, onde a complicação tornou-se o nosso conforto, devemos exigir a mudança. O papel do designer muitas vezes passa despercebido, o que pode ser bom e mau, dependendo do resultado e da forma como impactou quem ao seu trabalho atingiu. Hoje em dia devemos viver em um mundo onde o design pode ser confiável e sem rastros de corrupção. Não desejamos manter como está o nosso dia a dia, e sim exigir uma mudança rápida da forma como temos de aceitar o que consumimos.
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Não beba a cor. Decifre a mensagem!
O excesso de design e a pouca literacia visual aumentam a desinformação e o ruído, sobrecarregando o público. É fundamental que a literacia visual e a ética do design sejam integradas no ensino e em campanhas públicas, capacitando a população a decifrar e questionar as mensagens visuais.
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Não ao like. O design não é moda!
As campanhas sociais são frequentemente apelativas e geram atenção rápida, mas falham ao focar-se em emoções e não em mudanças sociais sérias e duradouras. É necessário que o design social priorize sistemas e ferramentas que causem impacto positivo a longo prazo, em vez de um retorno rápido, garantindo que o seu valor seja relembrado para o futuro.
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Não á manipulação!
O design é frequentemente usado para enganar a mente humana (por exemplo, com a subscrição de newsletters), utilizando tamanhos e cores de fonte subtis ou caixas pré-selecionadas, levando o utilizador a ignorar a ação sem perceber. Para contrariar estas práticas, a ética deve ser o pilar do design digital, eliminando a necessidade desta comunicação enganosa e promovendo assim uma maior confiança entre o utilizador e o produto.
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Não somos clichés. Somos Cidadãos. Respeito já!
O design tem o problema de reforçar preconceitos ao insistir em estereótipos visuais, como imagens hiper-sexualizadas ou racialmente limitadas, o que distorce a perceção pública da diversidade. Para combater isto, é crucial promover ativamente a representação autêntica através de novas bases de imagens e guias de estilo, integrando uma “verificação ética de preconceitos” em todo o fluxo de trabalho criativo.
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Não à confusão. Queremos saber onde estamo-nos a meter!
Os sistemas e documentos são frequentemente concebidos para o benefício da organização, como redução de custos ou proteção legal, falhando na clareza e facilidade do uso para o cidadão, um problema evidente em websites governamentais. A resposta é investir na formação de designers capazes de estruturar e conceber redes e plataformas acessíveis e organizadas, garantindo a usabilidade das interações digitais quotidianas com entidades públicas e privadas.
É necessária a mudança e a organização destes cargos no design. Não precisamos que façam mais e sim que o façam bem. O ruido do design tem de virar a organização do quotidiano, e o uso do mesmo tem de ter um impacto mais positivo e esclarecedor. Estamos cansados de ser bombardeados com o famoso “lixo do design”, precisamos que mudem!